Compostos Bioativos Promissores contra Parasitas Humanos e Animais: Fotes Naturais e Efeitos Observados
Venenos e peptídeos defensivos contra Schistosoma mansoni
Pesquisas recentes mostraram que toxinas extraídas de peçonhas de insetos — por exemplo, do percevejo assassino Rhynocoris iracundus — têm efeito devastador sobre S. mansoni em cultura. Em concentrações de 25–50 µg/mL, os vermes se separam em pares e desligam-se do suporte em poucos dias, além de apresentarem morte celular em suas células-tronco.
Esses compostos parecem atacar preferencialmente as células em divisão, o que é útil contra o parasita sem lesionar significativamente o hospedeiro. Outros estudos identificaram as proteínas Venom Allergen-Like (SmVAL), que são secretadas pelo schistossomo nos estágios iniciais de infecção e podem ser alvo de vacinas ou tratamentos.
Batzelladinas F e L: alcaloides marinhos contra Plasmodium falciparum
As batzelladinas F e L são moléculas isoladas de esponjas marinhas que demonstram ação antimalárica potente contra estirpes de P. falciparum, incluindo as resistentes aos fármacos usados atualmente. Eles têm atividade na faixa de nanomolar, com início rápido e baixa toxicidade em células humanas.
Compostos ovicidas contra Haemonchus contortus
Estudos in vitro com compostos como cinamaldeído, ácido anacárdico e derivados mostraram forte atividade contra ovos e larvas de H. contortus — um parasita que causa grandes perdas na criação de ruminantes. Esses compostos mostraram baixa variação de eficácia em linhagens sensíveis ou resistentes a anti-helmínticos, com os menores EC₅₀ observados para cinamaldeído (~134 µM) e ácido anacárdico (~17 µM para ovos).
Harmalina e piperina contra Toxoplasma gondii
Alcaloides extraídos de plantas, harmalina e piperina, mostraram reduzir significativamente a multiplicação de T. gondii em cultura de células Vero infectadas:
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Harmalina: reduziu em 20% o número de parasitas nas células;
Piperina: causou redução de 55–89% na replicação parasitária, atuando de forma dose-dependente;
Mecanismo provável: essas moléculas interferem na replicação intracelular do parasita, aumentando a proporção de células com baixíssima carga parasitária.
Harmalina: reduziu em 20% o número de parasitas nas células;
Piperina: causou redução de 55–89% na replicação parasitária, atuando de forma dose-dependente;
Mecanismo provável: essas moléculas interferem na replicação intracelular do parasita, aumentando a proporção de células com baixíssima carga parasitária.

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