A origem da prática de lavar as mãos: um marco na história da medicina

 

Ignaz Semmelweis: o "pai da higiene das mãos"

Tudo começou por volta de 1846, em um hospital de Viena, na Áustria. O médico Ignaz Semmelweis, ao trabalhar na ala de obstetrícia, notou algo preocupante: o índice de mortalidade por febre puerperal (uma infecção grave após o parto) era altíssimo entre mulheres que eram atendidas por médicos — e muito menor entre aquelas atendidas por parteiras.

Mas por quê?

Semmelweis observou que os médicos realizavam autópsias e, em seguida, atendiam as mulheres grávidas sem lavar as mãos. Ele teve uma ideia revolucionária para a época: mandou todos lavarem as mãos com uma solução de hipoclorito de cálcio (uma espécie de água sanitária da época) antes de atenderem os pacientes. O resultado? As taxas de mortalidade despencaram!

Infelizmente, muitos médicos da época zombaram da teoria de Semmelweis. Eles não aceitavam que suas próprias mãos pudessem estar causando doenças. Semmelweis foi ridicularizado, afastado de seu cargo e morreu antes de ver sua ideia ser reconhecida.

Anos depois, o cientista Louis Pasteur provou a existência dos microrganismos como agentes causadores de doenças. A partir disso, a teoria de Semmelweis finalmente passou a ser levada a sério.

Durante a Guerra da Crimeia (1853–1856), a enfermeira Florence Nightingale também percebeu que a limpeza das mãos, instrumentos e ambientes diminuía mortes entre os soldados feridos. 

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